domingo, 23 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS



SEJA FELIZ
O mundo é adverso à felicidade, mas temos que aproveitar as emoções positivas e cultivar o Amor. Em tempo de festas natalícias, a solidariedade deverá ser canalizada para os que nos estão próximos. A felicidade cultiva-se com o desenvolvimento espiritual e criando defesas contra os tempos conturbados que as angústias transformam em insegurança e inquietação. Perante a crise financeira e o medo das ameaças á nossa integridade física e intelectual, devemos refrear as emoções e canalizar as nossas forças numa perspectiva inovadora de construção do pensamento na descoberta do próprio eu. Cientes da força que nos anima, jamais serenos derrotados pelo desânimo e pelas adversidades externas.
Joaquim Coelho
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A LIBERDADE DE ESCOLHER




Embora acredite na regeneração da sociedade, os problemas não se resolvem com o tempo... mas sim com atitudes concretas! Deixo um texto que a imprensa não quis publicar, já lá vai um tempo...
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LIBERDADE DE ESCOLHER

Para nosso mal pessoal e comunitário, a integridade física fica em perigo a partir do momento em que começamos por gostar mais daquilo que nos maltrata, destrói e mata! Enquanto não percebermos que estamos rodeados por uma corja de ladrões na actividade política, um bando de agiotas a gerirem a economia e a fazer as leis que nos regem, uma legião de pessoas com indícios de frustração e alguns mal formados a educar os jovens, uma cambada de oportunistas a gerir os organismos reguladores e fiscalizadores dos bens que consumimos; enquanto não forem devidamente castigados os perigosos delinquentes que nos põem em perigo todos os dias, bem como a cáfila de camelos a conduzir potentes automóveis e motos como armas mortíferas nas estradas, a liberdade de movimento está demasiado condicionada e é preciso muita sorte para não irmos parar ao cemitério.
Tudo isto me faz ver a sociedade em decadência e perigosa, onde a integridade dos cidadãos está à mercê dos vândalos. As pessoas já não têm vontade própria; vivem ao sabor da grande força da publicidade, ao arrepio dos códigos de conduta.
Os cidadãos não têm muito por onde escolher, perante a avalanche de produtos importados, de muito má qualidade; com a gravidade de serem alimentos perigosos para a saúde. Entramos nos hipermercados e temos a sensação de estarmos em países estrangeiros, tal é a quantidade de produtos importados, em prejuízo do produto nacional. Então para que serve a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar)? Pela amostragem, percebemos que estamos entregues aos gananciosos que buscam o lucro a qualquer preço. A saúde dos pacatos cidadãos está constantemente em perigo, enquanto as autoridades reguladoras dormem à sombra das chorudas mordomias.  
Antes de nos preocuparmos na competição do querer ter algo primeiro do que os outros, devíamos protestar contra a importação de produtos desnecessários, quando a produção nacional é posta de lado, com graves repercussões para a economia e o emprego. Mas há oportunidades e oportunistas; os bem instalados, e com amigos nos poderes públicos, com dinheiros próprios ou alheios, vivem espantosamente bem; enquanto os outros, desprotegidos, vão caindo, cada vez com mais estrondo nas sarjetas onde só conseguem vasculhar os caixotes do lixo. Chamam a isso o mundo da globalização, onde todos têm as mesmas oportunidades! Realmente, somos cada vez mais iguais em olhar o sol, mas cada vez mais diferentes nos acessos aos meios de trabalho e bem-estar. Se o povo tivesse mais condições de acesso à cultura, saberia escolher e a sociedade não seria tão cruel e o poder tão iníquo. Mas onde está a dignidade humana?

 A contingência dos mercados fraudulentos veio deteriorar o que restava da solidariedade social; a redução do consumo diminui a produção, tendo por consequência a hecatombe no mercado de trabalho que deixa um rasto de miséria e desalento. A Caritas, bem como outras organizações de apoio aos pobres e desprotegidos, não tem mãos a medir – quer dizer, não tem meios suficientes para socorrer tanta gente necessitada e no limiar da sobrevivência. 
O poder político vergou-se às imposições dos agiotas internacionais, com a perda de influência dos governos! Nada consegue suster o arrebatamento mercantil e a sua corrente económica que desgraça os mais débeis da sociedade, na sua marcha imparável e desumana. Vemos os alicerces a ruir no mundo em decadência; o futuro é uma incerteza e os sonhos deixaram de ser efémeros – são utópicos!
Destruído o círculo fraternal e da solidariedade, pouco restará da generosidade humana. Perdida a origem dos valores humanos e fraternais, nada mais perdura e tudo acabará no caos; até mesmo o mercantilismo venenoso tem agravado a derrocada dos valores regeneradores da sociedade civilizada. Pelo menos, tenhamos a coragem de escolher o produto nacional, de denunciar as irregularidades dos malfeitores e protestar contra as injustiças e todo o tipo de prepotências. 

Temas Actuais – Joaquim Coelho
 
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DIAS DE SOFRIMENTO
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Tantas noites mal dormidas
por causas que me são alheias
tão graves como as feridas
que tolhem as minhas ideias.
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Tantas crianças mal nutridas
tantos doentes maltratados
tantos homens sem trabalho
tantas dúvidas acumuladas
tantos dias de sofrimento.
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Os injustiçados vão acordar
vão escorraçar todos os medos
vão aproveitar as forças que restam
vão acender fogueiras nas praças
vão quebrar as últimas vidraças
   que os separam da desgraça
vão partir o cenário da opulência
    que envergonha a nação
vão esbarrar a má governação…
para fugirem à vida sem adornos
vão pegar os bois pelos cornos.
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Terminu para o mendigar justiça
e a escumalha que a encobre…
vilões usurpadores da dignidade
que nos humilham por decreto
e causam tanta infelicidade.
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Sem desespero e sem raiva
vamos castigar os prevaricadores
vamos estripar os seus crimes
e todos os seus actos perversos:
prometo que ao toque dos sinos
irei rasgar estes meus versos.
 ..
Joaquim Coelho
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

JUSTIÇA E PROMISCUIDADE

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GANGS DE JUIZAS?

As recentes notícias sobre a libertação de delinquentes organizados em gangs, dão sinais evidentes duma perigosa e pouco inteligente tendência das juízas dos tribunais negligenciarem a segurança de pessoas e bens. A libertação dos coitadinhos que assaltam, roubam, traumatizam e matam pessoas que vivem a contribuir para o Estado, além de grave afronta aos cidadãos é um insulto aos polícias que arriscam a vida nas investigações e detenção dos marginais com perigos antecedentes criminais.

Começo a temer que a promiscuidade entra juízas e delinquentes seja uma realidade subterrânea em crescimento. Há algum tempo, depois de assistir a um julgamento num tribunal do Porto, onde estava em causa uma dívida que não foi paga, após a deliberação da juíza em favor do devedor, porque interditou o testemunho de todas as testemunhas de acusação, assisti ao impensável! Quando saí do elevador no parque de estacionamento, na cave do edifício do tribunal, assisti a movimentos estranhos de um casal. Como quem aguarda a presa de caça, em local escuro, vi que a juíza entrou no automóvel, deu uma volta pelo parque até passar junto do tal casal de quem recebeu um volumoso envelope e logo saiu do parque. Haverá mais alguma explicação para tão polémica sentença? O valor da dívida em causa dava bem para encher vários envelopes!

Quando os juízes tinham muitos anos de tarimba, havia respeito e decisões justas e ponderadas. Com as modernices nas instituições do Estado, qualquer candongueiro ocupa lugares de destaque onde a responsabilidade e o saber é letra morta.

Há pouco tempo que me insurgi contra os gangs na justiça “homens”; será que as mulheres juízes também embarcaram no mesmo? As aparências não enganam e os sinais são evidentes.

 
Este merece o meu aplauso:

Austeridade e privilégios
“Opinião” Publicada no Jornal de Notícias em 2012-10-29
Logo após surgir na Comunicação Social a informação de que as escutas de conversas telefónicas entre o primeiro-ministro e um banqueiro suspeito de envolvimento em graves crimes económicos tinham sido remetidas pelo Ministério Público ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça para validação processual a ministra da Justiça entrou em cena com a subtileza que lhe é peculiar. Primeiro declarou que era preciso mexer na legislação sobre o segredo de justiça (quando as vítimas das violações do segredo de justiça eram outras ela dizia que a impunidade acabou) e logo de seguida "solicitou" à Procuradoria-Geral da República que viesse ilibar publicamente o primeiro-ministro e líder do seu partido, o que a PGR prontamente fez garantindo não existir contra ele «quaisquer suspeitas da prática de ilícitos de natureza criminal».
Sublinhe-se que, nos termos da lei (artigo 87, n.0º 13 do CPP), "a prestação de esclarecimentos públicos pela autoridade judiciária" em processos cobertos pelo segredo de justiça só pode ocorrer a "pedido de pessoas publicamente postas em causa" ou então para "garantir a segurança de pessoas e bens ou a tranquilidade pública". Uma vez que nenhum dos escutados (PM e banqueiro) solicitou tais esclarecimentos, os mesmos só podem ter sido "solicitados" e prestados com o nobre intuito de garantir a "segurança" e a "tranquilidade" de todos nós. Mas a PGR foi mais longe e informou que também "foi instaurado o competente inquérito, tendo em vista a investigação do crime de violação de segredo de justiça". Não há como ser zeloso!...
Num segundo momento, a ministra da Justiça (que não chegou a vice--presidente do PSD pela cor dos olhos ou dos cabelos) tratou, no maior sigilo, de tomar outras medidas mais eficazes, prometendo aos magistrados que continuarão a usufruir do privilégio de poderem viajar gratuitamente nos transportes públicos, incluindo na primeira classe dos comboios Alfa. Para isso garantiu-lhes (sempre no maior segredo) que o Governo iria retirar da Lei do Orçamento a norma que punha fim a esse privilégio. O facto de o Orçamento já estar na Assembleia da República não constitui óbice, pois, para a ministra, a função do Parlamento é apenas a de acatar, submisso, as pretensões dos membros do Governo, incluindo os acordos estabelecidos à sorrelfa com castas de privilegiados.
Mas, mais escandaloso do que esse sigiloso acordo político-judicial é a manutenção para todos os magistrados de um estatuto de jubilação que faz com que, mesmo depois de aposentados, mantenham até morrer direitos e regalias próprios de quem está a trabalhar. E ainda mais vergonhoso do que tudo isso é a continuidade de privilégios remuneratórios absolutamente inconcebíveis num regime democrático, sobretudo em períodos de crise e de austeridade como o atual.
O primeiro-ministro, se ainda possui alguma réstia de dignidade e de moralidade, tem de explicar por que é que os magistrados continuam a não pagar impostos sobre uma parte significativa das suas retribuições; tem de explicar por que é que recebem mais de sete mil euros por ano como subsídio de habitação; tem de explicar por que é que essa remuneração está isenta de tributação, sobretudo quando o Governo aumenta asfixiantemente os impostos sobre o trabalho e se propõe cortar mais de mil milhões de euros nos apoios sociais, nomeadamente no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, nos cheques-dentista para crianças e - pasme-se - no complemento solidário para idosos, ou seja, para aquelas pessoas que já não podem deslocar-se, alimentar- -se nem fazer a sua higiene pessoal.
O primeiro-ministro terá também de explicar ao país por que é que os juízes e os procuradores do STJ, do STA, do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, além de todas aquelas regalias, ainda têm o privilégio de receber ajudas de custas (de montante igual ao recebido pelos membros do Governo) por cada dia em que vão aos respetivos tribunais, ou seja, ao seus locais de trabalho.
Se o não fizer, ficaremos todos, legitimamente, a suspeitar que o primeiro-ministro só mantém esses privilégios com o fito de, com eles, tentar comprar indulgências judiciais.
Por A.Marinho e Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados
 

domingo, 8 de julho de 2012

Salvar o País

Por comungar dos mesmos objectivos e ideias, publico texto do amigo Sérgio Sá:
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ESTÁ NA HORA

Está na hora de dizer BASTA!

A situação a que o país chegou, por culpa das governações erradas a que tem sido sujeito, trouxe à maioria do Povo Português visíveis aflições, as quais, no decurso dos últimos meses, têm evoluído para o desespero, a reflectir o triste augúrio do próximo porvir.

Portugal, que conta, na sua História, com a grandeza de ter ajudado o mundo a fazer-se, encontra-se, hoje, enquanto Nação soberana e independente, na contingência de se desaparecer.

As providências tomadas ultimamente, para responder à situação económica e financeira que urge debelar, correspondem a teorias que, como outras também apregoadas, não passam de experimentalismos aparentemente fáceis de pôr em prática, mas de solução duvidosa, se não mesmo impossível, que os “sábios” em tais questões teimam em deitar mão, por não saberem e/ou não quererem aplicar as medidas que legitimamente se impõem.

É certo que, como costumo dizer, «vai para político quem nada sabe fazer». E penso que é aqui que os problemas se geram. A ser assim, terá de ser o Povo a determinar o que é necessário fazer-se, a impor a sua vontade e a obrigar a governar bem aqueles que por ele foram eleitos para dirigir os destinos do país.

Que me lembre, tal postura do Povo nunca aconteceu, apesar de, em 1974, ter sido instaurado, diz-se, o regime a que chamam democracia – o PODER DO POVO. Poder que este mesmo Povo aceita delegar em quem dele se serve, depois, para se governar, desgovernando o país, conduzindo-o ao estádio em que se encontra.

Chega de confiar em quem parece ser honesto e competente. Contrariando a célebre frase…, tantas vezes usada por sofismável conveniência, não chega parecer. É necessário ser!

Voltando-me para os actuais governantes, porque são eles (pela legitimidade que lhes foi conferida, uma vez mais, pelo Povo), que estão à frente dos destinos de Portugal, porque são eles que estão a tentar, presuma-se, resolver os problemas da peçonhenta crise que nos afecta (crise originada pela inversão dos direitos e dos deveres de todos quantos passaram pelas cadeiras do poder, e não necessária e exclusivamente pela conjuntura internacional dos últimos tempos) e a procurar cumprir o que fora acordado com os credores estrangeiros, teremos de lhes dizer que as estratégias por eles delineadas não serão a solução.

Parece que não sabem o que fazer, como os seus antecessores, ou sabem e, como eles, nos andam a enganar. Mas prefiro acreditar que não sabem. Coitados, se a vida lhes correu de feição não será fácil munirem-se dos cuidados necessários para a enfrentar em momentos de dificuldade, sobretudo se essa dificuldade é para os outros, para o Povo, quero dizer, do qual se excluem voluntariamente. Parece, pois, que não sabem o que fazer. E sendo assim, sujeitam-se a acabar com o resto…

Pois bem, se não sabem o Povo ensina-os. Nos últimos dias voltou a lume, brando ou atiçado pouco importa, a questão dos cortes dos 13º e 14º meses, da equidade nos cortes desses salários entre os trabalhadores dos sectores públicos e privados, discutindo-se se isso é ou não é constitucional, facto este de importância relativa porque por essa via não se chegará a lado algum, visto que quem trabalha, quem produz, quem sustenta o país é que sofre as consequências. E, como se diz por aí, são sempre os mesmos.

Pois são! São sempre os mesmos, mas chegou a hora de deixarem de o ser. A pacatez que nos caracteriza é um dos nossos grandes dons. Mas isso não quer dizer que nos deixemos levar…, que nos mantenhamos surdos, cegos e mudos. O saco está a abarrotar, mas de dificuldades, de fome e até de miséria, enquanto uma pequena casta, com raízes em todos os quadrantes politico-ideológicos continua a viver à custa dos que ainda têm alguma coisa que possa ser roubado e até dos que já nada têm.

Os portugueses sabem que, com a política que vem sendo seguida, não será possível resolver o problema do deficit; os orçamentos sujeitam-se a derrapagens; os problemas avolumar-se-ão. Mas também sabem que tudo pode ser minimamente resolvido se a actuação de quem governa for em conformidade com o que se impõe.

Senhor Primeiro Ministro, Senhores governantes, não tenham medo de fazer o que devem. No país ainda há dinheiro, e muito dinheiro, que continua a ser distribuído, indevidamente, aos milhões.

Quando decidem acabar com um sem número de institutos e de fundações que apenas servem para delapidar o erário público?

Quando resolvem o problemas das parcerias publicoprivadas que são um poço sem fundo para o resto do tempo…

Quando se decidem por uma governação séria, capaz de restaurar Portugal?

Se não querem ou não sabem, por serem políticos, saiam. Ainda há gente capaz de o fazer.

Se é por medo… percam-no, pois terá o Povo ao vosso lado.

O que não há a perder é tempo.

 A BEM DE PORTUGAL, DO SEU POVO, DA SUA HISTÓRIA!
 
Sérgio O. Sá

domingo, 24 de junho de 2012

ENTÃO, QUE PAÍS TEMOS?


Opiniões 1


O general Pires Veloso, um dos protagonistas do 25 de Novembro de 1975 que ficou conhecido como «vice-rei do Norte», defende um novo 25 de Abril, de raiz popular, para acabar com «a mentira e o roubo institucionalizados».

Pires Veloso, que foi governador militar do Norte, considera que agora que «o povo já não aguenta mais e não tem mais paciência, é capaz de entrar numa espiral de violência nas ruas», alertou, esperando que caso isso aconteça não seja com uma revolução, mas sim com «uma imposição moral que leve os políticos a terem juízo».

O general defendeu uma cultura de valores e de ética: «há uma inversão que não compreendo desses valores e dessa ética. Não aceito a actuação de dirigentes como, por exemplo, o Presidente da República, que já há pelo menos dois anos, como economista, tinha obrigação de saber em que estado estava o país, as finanças e a economia. Tinha obrigação moral e não só de dizer ao país em que estado estavam as coisas», defendeu.

Pires Veloso lamentou a existência de «um gangue que tomou conta do país. Tire-se o gangue, tendo-se juízo, pensando no que pode acontecer. E ponha-se os mais ricos a contribuir para acabar a crise. Porque neste momento não se vai aos mais poderosos. Não compreendo como Mexia recebe 600 mil euros e há gente na miséria sem ter que dar de comer aos filhos. Bem pode vir Eduardo Catroga dizer que é legal e que os accionistas é que querem, mas isto não pode ser assim. Há um encobrimento de situação de favores aos mais poderosos que é intolerável. E se o povo percebe isso reage de certeza», disse.

Para Pires Veloso, casos como este, que envolvem salários que «são um insulto a um povo inteiro, que tem os filhos com fome», fazem, na opinião do militar, com que em termos sociais a situação seja hoje pior do que antes do 25 de Abril.

Quanto ao povo, «assiste passivamente à mentira e ao roubo, por enquanto. Mas se as coisas atingirem um limite que não tolere, é o cabo dos trabalhos e não há quem o sustenha. Porque os cidadãos aguentam, têm paciência, mas quando é demais, cuidado com eles. Quando se deu o 25 de Abril de 1974, disseram que havia de haver justiça social, mais igualdade e melhor repartição de bens. Estamos a ver uma inversão do que o 25 de Abril exigia», considerou Pires Veloso.

Trinta e oito anos passaram sobre a vitoriosa insubordinação do 25 de Abril. Pelo caminho ficaram milhões de mortos. Atolados nesta lama de sangue os gloriosos militares vencedores ainda agora blasonam o seu glorioso feito. O orgulho maior do abrilismo é a "descolonização". Numa manhã chuviscosa tomaram conta do poder e, num ápice, desfizeram uma obra de cinco séculos...

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OPINIÕES 2
 FORÇAS ARMADAS MUITO PREOCUPADOS COM O DESNORTE DESTES POLITICOS

Caros camaradas
Em anexo poderão ter acesso à “Carta Aberta ao Povo Português”, da autoria do COR ART (REF) Manuel Rodrigues dos Santos, “um grito de alma”, como ele a designou.
Chegou-nos pela Net, como muitas outras opiniões, e já consta quer da nossa página quer do Facebook. Neste último, para além de inúmeras visualizações, mereceu 136 partilhas e 50 comentários (até às 16H55, de 19 de Abril). Se quiserem aceder à página ou ao Facebook, basta clicar nos endereços que se seguem:
AOFA - Página na Internet - http://www.aofa.pt
Em baixo, num despacho noticioso do Jornal de Negócios Online, podem ler o que pensa a Dra. Manuela Ferreira Leite, destacada militante do PSD que já foi Ministra das Finanças, sobre uma matéria que tem estado na actualidade, pela mão do Governo: “é absolutamente inoportuno falar-se na reforma da segurança social”.
Para alguns, cada vez menos, a AOFA não devia dedicar a sua atenção a estas questões. Alguns dirão, até, fazendo uma enorme confusão com o que se encontra estabelecido no artigo 275º da Constituição da República Portuguesa, que se trata de política e, como tal, devíamos abster-nos de tocar sequer no assunto. No entanto, a AOFA entende dever fazê-lo por uma dupla razão. Em primeiro lugar, a diminuição de direitos de universos que aparentemente até podem não ter a ver com os militares, estender-se-á inapelavelmente a todos nós, como a prática vem confirmando. Em segundo lugar, compete-nos a nós, oficiais, estarmos atentos a tudo o que possa causar lesão na coesão nacional, condição essencial para que qualquer conceito estratégico de defesa nacional faça sentido.
No que ao RI diz respeito, podemos encontrar notícias acerca das negociações sobre a Base das Lajes (DN e Diário Insular).
Os exercícios do RI14 são alvo da atenção do Jornal da Beira e do Diário de Viseu.
Enquanto o Público informa que, no caso dos submarinos, os peritos tinham renunciado às remunerações (contrariamente ao que deduziu das Declarações do PGR), o Crime prefere dizer que o processo se encontra em “banho-maria”.
Por outro lado, como seria de esperar, a crise na Guiné-Bissau continua na ordem do dia.
Sobre a nossa crise, as notícias proliferam.
O DN noticia ser muito duvidoso que Portugal e a Grécia consigam suportar a dívida pública, enquanto o Ionline relata que Sua Exa. o Ministro de Estado das Finanças afirmou, na sede do FMI em Washington, que “no meu país, as pessoas estão dispostas a sacrificar-se e a trabalhar mais”.
Enquanto no CM o abandono de 500 alunos da Universidade é interpretado de forma diferente pelo reitor e pelo presidente da associação de estudantes, o DE informa-nos que a RTP pediu excepção ao limite do salário dos respectivos gestores. Normalmente, tem vindo a ser utilizado o argumento de que as empresas públicas que se encontram para ser privatizadas devem ser alvo de excepção. Poderíamos dizer que pobres são os que, como nós, não se verão “privatizados”, mas atrevemo-nos a afirmar que todos os militares, embora atentos e indignados com a falta de equidade na distribuição dos sacrifícios e ainda que ansiando pelo reconhecimento efectivo do papel que desempenham na sociedade que se honram de servir, preferem a riqueza dos Valores de que são detentores uma vez que podem e devem servir de referência aos seus concidadãos.
Tão cordialmente quanto a situação o permite,
O Responsável pelas Relações Públicas
Tasso de Figueiredo
COR TPAA
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Ferreira Leite: É "absolutamente inoportuno" falar-se na reforma da segurança social
18 Abril 2012 | 10:08
Jornal de Negócios Online - negocios@negocios.pt
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Reformar, agora, a segurança social é "absolutamente inoportuno", considerou ontem Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças e ex-líder do PSD. E diz ser necessário explicar por que se fala agora de reformar novamente a segurança social e por que se congelou as reformas antecipadas, quando tinha sido dito que o financiamento da segurança social estava garantido até 2030.Em declarações à SIC Notícias, Ferreira Leite considerou que "seria absolutamente inoportuno, num momento destes, se alguém se lembrasse de fazer uma reforma da Segurança Social. Os problemas que existem neste momento são, esperemos, de curto prazo, conjunturais, e não se pode mexer num sistema que tem a ver com a nossa perspectiva de futuro, de longo prazo".

A ex-ministra das Finanças lembrou que fazer mudanças no sistema da segurança social nem teria efeitos imediatos e é mexer "nas expectativas das pessoas, que já têm sido muito mexidas". Por isso, reafirmou não fazer sentido falar-se dessa reforma neste momento. Para Manuela Ferreira Leite, "é talvez o tema mais sensivel para a sociedade portuguesa, porque mexe com as expectativas e com objectivos que as pessoas criaram ao longo de uma vida e que de repente vêem desmoronados sem qualquer hipótese de retrocesso. É um ponto extremamente delicado, que só pode ser mexido com pinças e portanto julgo que as reformas, alterações, grandes mudanças é tudo menos pinças".
  
A social-democrata diz que só falar de reformas na segurança social cria insegurança e desconfiança em relação ao Estado. E lembrou que isso aconteceu quando o Estado mexeu "unilateralmente" nos certificados de aforro. "Foi um ponto que pessoalmente muito lutei contra isso e muito denunciei e vê-se os resultados, praticamente estão aniquilados e com muita dificuldade se recupera a confiança".

Manuel Ferreira Leite, ainda a propósito da segurança social, lembra que os subsídios são pagos depois de contribuições dos cidadãos. "Tenho a obrigação de entregar um quarto do meu ordenado, tenho direito de ter prestação".

Falar em alterações "cria pânico nas pessoas, as pessoas estão amedrontadas". E volta a referir que é um tema que tem de ser tratado "com muito cuidado e prudência e não transmitir a ideia que é preciso mudar. A intranquilidade que se está a gerar, só com a perspectiva de que algo pode mudar e não há hipótese de refazer, é algo preocupante".

Além disso, Manuela Ferreira Leite diz que estas declarações sobre a possibilidade de se realizar reformas na segurança social, assim como o congelamento das reformas antecipadas, dão a sensação que a segurança social está em colapso. Por isso, é preciso saber porquê e o que aconteceu, já que na reforma anterior se garantiu que a sustentabilidade da segurança social estava garantida até 2030. Agora não estará garantida, deixa a pergunta Manuela Ferreira Leite, pretende explicações, porque o que entrou em colapso foi a situação económica, mas não a segurança social.
Com abraço amigo do
N. Santos

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OPINIÕES 3

CARTA ABERTA AO POVO PORTUGUÊS
AOS PATRIOTAS
AOS QUE SERVIRAM NAS FA
AOS QUE FIZERAM “GUERRAS NOSSAS” E AS DOS OUTROS
AOS CHEFES MILITARES
À GENTE DA MINHA TERRA

Esta carta pretende ser um “grito de alma”, embora não saiba se “ela” existe e, muito menos se tem a capacidade de gritar. Quero dizer com isto que não é, não pretende ser, uma carta de substância política. E assim mesmo, aqueles que se sentirem atingidos por ela dirão que tudo na vida é político. Será. Mas a minha intenção, a que deixo aqui bem expressa, é que não seja. Sou coronel do exército, na situação de reforma. Cumpri oito anos em África, ao serviço de quem nos mandava marchar depressa e em força (lembram-se?) e depois do mesmo abencerragem ter dito a camaradas mais velhos, que mourejavam no chamado Estado da Índia, e face à invasão indiana, que lutassem “até à última gota de sangue” (também se lembram disso?). Onde estavam, então, os agentes da função pública? Eu digo: na Metrópole, com as suas famílias, no aconchego dos seus lares. E estavam onde deviam estar, porque cada macaco no seu galho – os militares nos teatros de guerra; os civis na paz dos seus lares. A sociedade sempre foi assim estruturada: cada um com o seu estatuto, cada um com as suas devoções e vocações.

Falo de DIREITOS e DEVERES.
O militar é diferente (não estou a dizer que seja melhor ou que seja pior) do civil. O funcionário dos correios é pago e integrado numa estrutura sócio-laboral que lhe exige o dever de estampilhar cartas, entre outras coisas. É uma função nobre, mas não põe com isso a vida em risco na defesa dos seus concidadãos. Ele espera que alguém o faça. Seria bonito se amanhã o MD desse a seguinte ordem: os funcionários das finanças vão embarcar para o Kosovo numa task - force da NATO. Era o fim da picada! E porquê, se são funcionários públicos como insistem que os militares o são? Porque o DEVER de defender a Nação, directa ou indirectamente, compete cumprir aos militares, não a eles. Nesse aspecto são cidadãos muito diferentes. Nenhum ministro, nenhum cirurgião, professor ou jurista jura dar a vida pela Pátria, no acto em que assume as suas funções. E está certo pois há quem o faça por eles – são os militares. Somos todos bons cidadãos, todos de uma grande nobreza, patriotas insignes, mas somos DIFERENTES. Compreendendo isto, é fácil dar-se mais um passo para se compreender que no domínio dos DIREITOS, a igualdade já não se põe. Para que se assumam os mais altos propósitos na defesa da soberania nacional, sejam internos ou externos, há que aguardar que a Nação reconheça, de um modo especial, a natureza única e inconfundível desses propósitos. DEVERES e DIREITOS não se opõem – complementam-se ou são sucedâneos uns dos outros: são dois pratos de uma mesma balança: se os deveres são menores, os direitos serão menores; se os deveres são maiores, os direitos serão maiores. Isto, não são contas aritméticas nem de merceeiro; são contas da ética, dos compromissos do Estado, do bom senso e fruto da razão. Os militares e os civis têm de ser vistos assim, porque se assim não for, tudo cairá por terra, porque o “chão” da lógica desabará.
Seria uma sociedade desorganizada, sem rei nem roque, ao dispor de oportunismos circunstanciais. Enquanto os militares foram “piões” dos colonizadores e da política colonial que ceifou e devastou milhares de portugueses e africanos; enquanto estiveram ao serviço de uma casta política que deles se serviu como instrumentos pendulares dos seus fantásticos desígnios de dominação e poder, foram tidos e tratados como um grupo social de servidores do Estado com um estatuto próprio, no qual os DEVERES e os DIREITOS eram avaliados com pesos e medidas diferentes de todo o restante aparelho do Estado. Esse tempo acabou com a implantação da Democracia. Mas a memória dos sacrifícios, dos mortos, feridos e estropiados, das famílias sofridas e destroçadas, tudo isso permanece vivo, sangrando, na alma dos portugueses de bem. Razão porque o estatuto militar deveria permanecer incólume, digno e merecedor de um respeito que só a demência dos que não sabem o que andam a fazer neste mundo, pretende desfigurar. Onde quer que hajam Forças Armadas, não vejo onde elas possam estar, nos tempos que correm, mais esquecidas e quase acintosamente marginalizadas, do que as Forças Armadas portuguesas. E porquê? Porque não há dinheiro e para o pouco que há, existem outras prioridades. Assim, Forças Armadas para quê? Acabe-se com elas que são um estorvo para o erário nacional - diz-se à boca cheia nos meios de comunicação social. A esses tipos, punha-lhes uma farda em cima e mandava-os “gozar umas férias” nas secas montanhas do Afeganistão.
O general Pedro Pezarat Correia afirmou, no dia 8 de Fevereiro deste ano, num programa da SIC, com a verve clarividente e o desassombro que todos lhe reconhecemos, o seguinte: “Se as FA não estão cá a fazer nada, acabe-se com elas – mas assumam essa decisão de uma vez por todas”. Se é preciso reestruturá-las, reorganizá-las, reobjectivá-las, que se reestruturem, que se reorganizem, que se reobjectivem, mas que se assuma esse propósito definitivamente. O que se anda a fazer com elas, desfazendo-as aos pedaços, ao sabor da vontade dos ministérios e dos ministros que vão passando, é, no mínimo, de uma tremenda injustiça.
Abocanharam-lhes o “estatuto” e disseram: agora são todos iguais. Se os juízes não são promovidos (e deveriam), que os militares também o não sejam; se se congela a carreira dos professores, que os capitães envelheçam em capitães; se a assistência médico-medicamentosa está num caos, que também seja caótica para os militares. E mesmo que haja vontade de fazer alguma coisa pelos militares, tal não é possível porque o orçamento o não permite. O MD, ontem na TV, repetiu essa ladainha umas vinte vezes. Ninguém nos diz o que se faz ao dinheiro que vai saindo dos nossos bolsos, dizem-nos apenas que não há e pronto – nós, povo, cidadãos comuns, que já fomos militares ou que iremos sê-lo, ouvimos, engolimos e calamos. Tal como eles querem. Afinal, digam-nos, não são estes os democratas que nós pusemos no poder? Eles e os pais deles e os avós deles? Pois então, o que se poderia esperar? Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Eles tomaram conta de tudo – das finanças, da economia, da fome, da miséria, dos militares, da própria democracia. Não há voto que os tire de lá. Instalaram-se e pronto. Passam a vida em viagens estéreis, em almoços e jantaradas, deslocam-se em brutas limusines, com brutos motoristas, gastando o que ainda há para gastar. É um encanto vê-los no enlevo encantador das suas poses e das suas mensagens, próprias de quem não tem dúvidas sobre nada, falando ao povo, que somos nós – não eles, seguramente – dos sacrifícios e dos penosos cortes subsidiários, da vida mísera que vai escorregando pela ladeira dos “IVAS”, para que eles paguem as dívidas, que alguém fez sem que alguma vez o soubéssemos. Eles querem a “austeridade” dos outros, a “doença” dos outros, a “fome” dos outros, em nome da coesão nacional. E gerem bem tudo isso porque a eles nada lhes falta, do bem-bom da vida repimpada. E os militares onde ficam, onde estão? Numa voz solitária de alguém que nada teme, numa carta desassombrada - da qual o MD, qual criança medrosa e assustada, diz que não, que não é para ele, que é para os outros ministros, e di-lo como quem a manda para o lixo - militares do Quadro Permanente que já deram tudo o que tinham para dar ao país, disseram ao senhor MD o que pensam da situação. Mas esses militares, coronéis e de outros postos, não são representativos das FA – diz ele, o MD. São restos imprestáveis, lixo. Meus caros, com esta gente, pode ser que venha para aí mais um submarino, mais uns carritos blindados de terceira geração para brincarmos aos soldados. Pode ser. Mas arrancar as FA das cinzas em que caíram, seremos loucos se crermos nisso. Vamos esperar para ver.

Por Manuel Rodrigues dos Santos, Coronel de Artª. na reforma.
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Com o devido respeito pelas opiniões dos autores, subscrevo e publico. Joaquim Coelho

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

DEFENDER A LÍNGUA PORTUGUESA

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EM DEFESA DA Língua Portuguesa

«A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, prepara-se para abandonar o novo acordo ortográfico»!

E o prof Malaca Casteleiro, ... piurso.

(e dois dias antes... )

OPINIãO

O acordo do desacordo

07 Fevereiro 2012 | 23:30

BagãoFélix


Volto ao Acordo Ortográfico (AO). Por obra e graça de Vasco Graça Moura que felicito pela coragem e determinação. Assim como pela oportuna iniciativa de Mota Amaral.

Volto ao Acordo Ortográfico (AO). Por obra e graça de Vasco Graça Moura que felicito pela coragem e determinação. Assim como pela oportuna iniciativa de Mota Amaral.
Com a aprovação do 2º Protocolo Modificativo do AO, estabeleceu-se que para este entrar em vigor bastaria a ratificação por três Estados lusófonos. Uma batota legal! O Brasil - claro - foi o primeiro, seguido de São Tomé e Cabo Verde. Angola e Moçambique, além da Guiné e Timor, não o fizeram. Tal situação faz-me lembrar, noutro plano, o que seria na Europa um Acordo deixar de fora Estados mais populosos (ou fundacionais) e vigorar por força do número ou quantidade de países como Malta, Chipre, Luxemburgo, Letónia, etc.
A Resolução do CM (Jan. 2011) que determinou a aplicação do AO nos documentos oficiais refere dois objectivos: "reforçar o papel da língua portuguesa como língua de comunicação internacional e garantir uma maior harmonização ortográfica entre os oito países da CPLP." Alguém deu por alguma destas anunciadas pretensões?


Estamos perante o acordo do desacordo. Numa matéria destas é lamentável o défice de escrutínio público. A língua é assunto que deve exigir a busca de um consenso tão alargado quanto possível. Ao invés, induziu-se o artificialismo do ruído mínimo garantido. Sempre que pessoas ou organizações se atreveram a lançar críticas ou dúvidas, logo foram arrogantemente consideradas ultrapassadas ou incapazes de olhar o futuro.
Vivendo tempos em que até direitos fundamentais são questionados, estaremos, quanto ao AO condenados à desistência ou à inacção? Estaremos resignados a viver entre a troika financeira, a China accionista, a Angola económica e o Brasil linguístico?
Ainda estamos a tempo de impedir este empobrecimento da nossa língua. Não podemos ser indiferentes.

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O MEU COMENTÁRIO

HÁ QUE TOMAR MEDIDAS PARA CORRIGIR O QUE ESTÁ ERRADO. Porque a “nossa língua” descende do Latim e do Grego, além de outras de menor importância, os que prepararam o Acordo/desacordo… ou são ignorantes ou renegaram a origem da Língua Portuguesa. Abrasileirar a língua sem respeitar as bases da formação das palavras é um atentado à nossa origem de nação com mais de oito séculos. JoaquimCoelho

MAIS...

Acordo ortográfico
Caríssimos amigos,

Se existe uma commonwealth, que nunca necessitou de qualquer acordo ortográfico, por que carga de água há-de a lusofonia ser mais papista do que o papa?

Sem acordo ortográfico, o inglês é para o ocidente o que o latim jamais conseguiu ser e é para o mundo aquilo que muitas boas vontades e ilusões pretenderam para o esperanto e foi só esperança vã.

Não é pela inexistência de acordo ortográfico que americanos e ingleses se desentendem, sendo que dizermos o contrário não seria desmentido.

Se quisermos falar do castelhano, língua a que muitos, principalmente sendo madrilenos ou portugueses, chamam espanhol, saberemos que são mais de uma dúzia as suas variantes. De tal forma que no próprio território de nuestros hermanos vigoram duas formas ortográficas distintas e oficialíssimas: castelhano tradicional e castelhano moderno. E é bom que se saiba que a Espanha exerce uma influência cultural e política sobre as suas ex-colónias que não se compara com a nossa, sobretudo porque não deixou que se desenvolvessem complexos de colonizador/colonizado. São cordiais e exemplares as relações no seio dos falantes do castelhano; se tentassem um acordo ortográfico, talvez resultassem daí suspeitas.

Do meu ponto de vista, a melhor forma de contribuirmos para a unidade – unidade de características paritárias – é não termos qualquer acordo ortográfico. Tê-lo só pode significar submeterem-se uns aos ditames dos que mais podem ou submeterem-se todos a um qualquer capricho iluminista.

Que cada espaço, que cada fronteira política escolha a norma ortográfica que mais lhe convenha de acordo com o seu sentir, de acordo com as suas necessidades. Sempre entendemos os brasileiros e sempre as editoras do Brasil colocaram aqui os seus livros com um impacte que é escusado enaltecer. Pensar que submetermo-nos por inversão do complexo de colonizador/colonizado nos trará benefícios é como confiar nos horóscopos que vêm nos jornais. Não vamos obter quaisquer benefícios nem culturais nem mercantis. Os autores portugueses que mais êxito têm tido no Brasil são Saramago e Miguel Sousa Tavares, que exigem precisamente que as suas obras sejam ali impressas em português padrão.

É que as coisas podem tornar-se naquilo que desejamos, quando sabemos desejar, mas são quase sempre o contrário do que se prevê. Unidade, unidade pode ver-se na mão o símbolo. É por serem desiguais os dedos que a mão se torna funcional. É por ter órgãos diferenciados que o nosso corpo é o que é e não uma alforreca.

Para resumir: estou nos antípodas do que pensa e pretende para sua póstuma e vã glória o Dr. Malaca Casteleiro e em convergência quase absoluta com o Dr. Vasco Graça Moura que aqui saúdo, agradecendo-lhe a coragem com que luta nesta guerra desigual que nós sabemos que já perdemos, embora muito mais vá perder, não só a nossa língua portuguesa, mas também as outras línguas portuguesas, exceptuando-se, claro, a variante brasileira, mercantilmente mais poderosa. Vencerá imperialmente sobre os destroços.

De hoje a oito dias sai a propósito uma crónica minha no Jornal do Barreiro. Os interessados poderão consultar na NET,

Para terminar: não pretendo respeitar qualquer acordo ortográfico, seja este seja o que vier. Estou a pensar, inclusive, para incomodar, inventar uma norma muito minha em que acabo com os cês e os quês e encho a prosa de kapas.

Em política, o que parece é, mas em tudo mais não é assim, é ao contrário.

Pax Profundis! Abdul Cadre


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ministro a Brincar com Insultos

O pseudo-ministro "indefeso" aguiar branco, está chafurdando no lodo do Tejo!
Os combatentes das guerras ultramarinas não foram todos "exterminados"...
Tal como há 33 anos, os políticos teimam em insultar os valores da Pátria e os garantes da integridade do país - as Forças Armadas.
.
. FATALISMO IMPOSTO

Políticos conspiradores, no meu país,
porque abusais do cinismo agudo?
Onde está a razão das diatribes
sem nexo? Hipócritas
que excomungais o povo infeliz.

Perdão pela interpelação…
não é meu jeito filosofar
não se brinca com a miséria humana
nem com os valores duma nação!

Para vós, insensíveis lunáticos
é inútil falar de dramas humanos.
Tendes a suposta integridade
acima da razão dos simples…
maneira de abafar a opinião
e maltratar os que têm fome
mas que produzem os bens
que atestam a vossa indignidade.

Suicidais o entusiasmo do povo
que trabalha em espírito fraterno
na criação do Portugal novo
sem razões para filosofar…
o combate das ideias frias
está nas equações abstractas
sem lugar para a indiferença
dos vagabundos de todos os dias
incapazes de cumprir a sentença.

Temos que fugir à tragédia
do fatalismo imposto à medida
dos egoístas de ilusões metafísicas
a semear o mal do pessimismo
na humildade das criações artísticas.

Políticos de hipócritas opiniões,
contra o vosso cinismo asqueroso
temos preceitos a defender
no combate de todos os tempos
contra toda a forma de injustiça
através do trabalho generoso
que aglutina as vontades
dos crentes no símbolo dos cravos
e na verdade absoluta dos bravos.

Jamais a humilhação do fracasso
e a perda dos direitos em disputa,
p’ra frente a razão dura como o aço…
o futuro está em cada dia de luta!

Lisboa, Abril de 1979

Joaquim Coelho
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Porque tenho opinião semelhante, com a devida vénia pela coragem demonstrada pelo Senhor General da FAP, aqui divulgo o texto que me foi enviado:
General da Força Aérea arrasa Ministro da Defesa

"Ex.º Sr. General Chefe do Gabinete de S. Ex.ª o Ministro da Defesa Nacional, Caro camarada:
Apresento a V. Ex.ª os meus cumprimentos. Tomo a liberdade de me dirigir a V. Ex.ª para lhe solicitar que transmita a S. Ex.ª o Sr. Ministro a minha indignação relativamente à forma pouco respeitosa e mesmo insultuosa como se referiu às Forças Armadas, aos militares e às suas Associações representativas, no passado dia 1 de Fevereiro. De todos os governantes, o Ministro da tutela era o último que deveria proferir palavras dessa estirpe. Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas. Diz o Sr. Ministro que “a solução está em todos nós. Em cada um de nós”. Não é verdade! A solução está única e exclusivamente na substituição da classe política incompetente que nos tem governado (?) nos últimos 25 anos, e que nos tem levado, de vitória em vitória, até à derrota final! Os comuns cidadãos deste País, nomeadamente os militares, não têm qualquer responsabilidade neste descalabro. Como disse o Sr. Coronel Vasco Lourenço no seu livro, “os militares de Abril fizeram uma coisa muito bonita, mas os políticos encarregaram-se de a estragar…” Diz também S. Ex.ª que as Forças Armadas estão a ser repensadas e reorganizadas. Ora, se existe algo que num País não pode ser repensado nem modificado quando dá jeito ou à mercê de conjunturas desfavoráveis, são as Forças Armadas, porque serão elas, as mesmas que a classe política vem sistematicamente vilipendiando e ultrajando, a única e última Instituição que defenderá o Estado da desintegração. Fala o Sr. Ministro de algum descontentamento protagonizado por parte de alguns movimentos associativos. Se S. Ex.ª está convencido que o descontentamento de que fala se limita a “alguns movimentos associativos”, está a cometer um erro de análise muito sério e perigoso, e demonstra o desconhecimento completo do sentir dos homens e mulheres de que é o responsável político. Este descontentamento, que é geral, não tenha dúvida, tem vindo a ser gerado pela incompetência, sobranceria, despudor e, até, ilegalidade com que sucessivos governos têm vindo a tratar as Forças Armadas. É a reacção mais que natural de décadas de desconsiderações e de desprezo por quem (é importante relembrar isto) vos deu de mão beijada a possibilidade de governar este País democraticamente! As Forças Armadas não querem fazer política! Não queiram os políticos, principalmente os mais responsáveis, “ensinar” aos militares o que é vocação, lealdade, verticalidade e sentido do dever. Mesmo que queiram, não podem fazê-lo, porque não possuem, nem a estatura nem o exemplo necessários para tal. Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”? Não são seguramente os militares que estão no sítio errado! Por tudo o que atrás deixei escrito, sinto-me profundamente ofendido pelas palavras do Sr. Ministro.
Com respeitosos cumprimentos de camaradagem

EDUARDO EUGÉNIO SILVESTRE DOS SANTOS, Tenente-General Piloto-Aviador (Ref.) 000229-B
P.S. – Informo V. Ex.ª que tenho a intenção de tornar público este texto."
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